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Na reta final da COP, ativistas protestam contra combustíveis fósseis

Por Lucas Veloso

Eram quase três horas quando o norte-americano Daniel llario chegou com sua mochila até a entrada do pavilhão de eventos da COP para protestar durante as atividades do dia. Junto com ele, outros milhares de pessoas também se reuniram durante o dia para protestarem durante as atividades.

IIario faz parte de um grupo chamado “Idle No More SF Bay”, formado por nativos americanos e ativistas que reivindicam os direitos dos povos indígenas e ações mais positivas em relação às mudanças climáticas no planeta. Para ele, o cenário ambiental do mundo mostra que é necessário pensar ações rápidas para tentar reverter a situação.

“Eu penso que os sinais são óbvios: em Califórnia, por exemplo, teve fogo tão grande como nunca vimos antes. Tem lugares que chovem mais do que sempre choveu, e o mundo está esquentando. Temos que parar de queimar gasolina, carvão e fazer uma justa transição para energias  solares”, argumentou.

Os manifestantes carregavam faixas que pediam mais espaços para que indígenas também pensem o meio ambiente, além de que os índios ocupem as terras que são entregues às indústrias poluentes. O carvão limpo, o gás natural liquefeito foram alternativas mencionadas em várias falas dos presentes para indicar alternativas que podem ser usadas pelos EUA para diminuir suas emissões de poluentes.

Em 2013, um grupo de cientistas do Laboratório de Aviação e Meio Ambiente do MIT revelou em pesquisa que anualmente ao menos 200 mil americanos morriam de problemas decorrentes da poluição no país, sendo que a Califórnia, naquele período, era estado que mais sofria com os impactos da poluição, com registros de  21 mil mortes por ano.

Além disso, em junho, Donald Trump anunciou a retirada dos EUA do Acordo de Paris, documento que previa um conjunto de ações para impedir o aumento da temperatura terrestre em 2 graus Celsius. No anúncio, Trump defendeu que vai buscar negociações que sejam mais justas ao país.

llario argumenta que é necessário trabalhar mais evitar consequências climáticas ao mundo. “O motivo da ação e chamar a atenção dos EUA e do mundo que eles estão indo no lugar errado. Nós vamos falar das pessoas que estão impactadas e também as soluções para ter um futuro para os seres humanos, todos os animais, peixes e a água”, completa.

No fim da tarde, um outro grupo também fez uma intervenção durante uma atividade do governo dos EUA na conferência. O grupo formado por jovens entoavam frases como “Justiça pelo clima’ e “Justiça climática já”, além de gritos contra o uso de combustíveis fósseis, fruto de processos naturais que contêm altas quantidades de carbono.

  • A cobertura da COP 23 é uma parceria entre o Climate Journalism e o Instituto Clima e Sociedade (iCS) para incentivar a produção de jovens jornalistas sobre temas relacionados às mudanças climáticas e a mobilidade urbana.